O que ninguém te contou sobre a autoestima

No post de hoje, abordaremos com vocês um assunto muito recorrente nas consultas psicológicas: a autoestima. Entenda como construir uma boa autoestima!

Você sabe o que é a baixa autoestima?

Para a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a baixa autoestima é compreendida  como uma condição na qual uma pessoa tem uma visão negativa de si mesma, sentindo-se inadequada, sem valor ou incapaz. É considerada um problema resultante de pensamentos distorcidos e crenças negativas sobre si mesmo, que afetam negativamente as emoções e comportamentos.

Portanto, a autoestima é como você se sente em relação a você mesmo, como você se trata e a visão que você tem de você mesmo. Isso também influencia em como você interage com o mundo. Porém, nem sempre uma crença que você formou sobre si mesma contém a forma mais funcional e/ou mais acurada daquela percepção. Então, em relação à autoestima, é como você aprendeu, mas nem sempre é o mais próximo da realidade.

Os 4 pilares da autoestima

O teórico Walter Riso, em seu livro “Apaixone-se por si mesmo”, desenvolveu a teoria dos 4 pilares da autoestima.  

São 4 tipos de crenças formadas sobre nós mesmos: o autoconceito, a autoimagem, a autoeficácia  e o autorreforço. Explicaremos a seguir cada um deles.

AUTOCONCEITO:

  • É um conceito que você tem de si mesmo. É como você se vê. De acordo com a Terapia Cognitiva Comportamental, sempre temos uma visão de nós mesmos, dos outros e do futuro. 
  • Como você se conceitua, como você se entende. Aqui cabe uma atenção, uma investigação para ir se percebendo. Como você fala de você mesmo?
  • É necessário muita atenção para ir se percebendo de forma realista e fidedigna. Lembre-se que ninguém é perfeito, logo, cobrar uma perfeição de si mesmo é injusto. Para isso, ressalta-se a importância de um equilíbrio, ver o que tem de bom na realidade – Nem de mais e nem de menos!
  • O quanto você se critica, como você se critica e como você se exige, também é muito importante de analisar. Isso falará um pouco sobre o seu autoconceito – o que você espera de si mesmo.

AUTOIMAGEM:

  • É a concepção que temos sobre a nossa imagem. A forma como nos percebemos, ou seja, a opinião que temos de nós mesmos em termos da nossa aparência, da nossa apresentação. Não é estritamente físico, é a imagem em um conjunto, com toda a forma de apresentação. Mas sim, aqui é onde entra o aspecto mais físico, e mais concreto da percepção de si mesmo.
  • Algo importante no conceito da autoimagem é que somos os únicos seres que não nos vemos em 360°. Logo, nunca nos vemos ao longo da nossa vida em todas as possibilidades e ângulos. Sempre nos vemos a partir de alguma faceta, ou seja, quando nos vemos no espelho ou em uma foto, nunca temos contato com uma percepção global de nós mesmos, é quase como se completarmos a nossa percepção. 
  • Então, a autoimagem é aquele resultado de como nos vemos. É a fusão da percepção de algumas imagens e ângulos que percebemos + a nossa impressão + o que as outras pessoas falam + essa sensação que temos de nós mesmos. É válido ressaltar que colocamos na nossa percepção alguns julgamentos, e isso muda com a gente se percebe, uma outra pessoa, por exemplo, tem bem menos julgamentos e consegue nos perceber de uma maneira muito mais fidedigna!
  • Se tem algo que gera insatisfação na nossa autoimagem, precisamos analisar esse ponto e ver se é algo que podemos mudar, e aí entraremos em um plano de ação – que pode ser emagrecer, melhorar algo na nossa apresentação, como se cuidar um pouco mais, arrumar o cabelo, etc. Quando isso será um problema? Quando queremos muito alguma coisa e que não cabe na nossa estrutura, de quem somos; que vai existir alguma limitação de alguma maneira. Aí entramos no ponto de que se não aceitarmos,  poderá gerar um grande sofrimento.
 

AUTORREFORÇO:

  • O reforço é o quanto você é reforçado, validado, reconhecido e elogiado por algum aspecto! 
  • Nas leis do comportamento a definição de reforço explica que quando recebemos um reforço, é aumentada a probabilidade daquele comportamento se consolidar. Então se você vai um dia de blusa rosa e alguém fala: “nossa! Você fica linda de blusa rosa!” Isso aumenta a probabilidade de você usar blusa rosa novamente!
  • É importante falar sobre o reforço positivo. A autoestima é o produto de contingências de reforçamento positivo de origem social. Desde criança somos reforçados ou punidos pelos nossos pais. A primeira condição aumenta a auto-estima, a segunda diminui.
  • Logo, é um pedacinho de como construímos a nossa autoestima, especialmente em relação a coisas boas – coisas que fomos sendo reforçados. 
  • Infelizmente, não ter sido reforçado também é algo que pode impactar a sua autoestima. Porém esse pilar se chama autorreforço, logo, depende do SEU próprio reforçamento e não de algum terceiro. É entender o papel que o reforço tem e desenvolver essa habilidade ou fortalecê-la na sua vida.
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AUTOEFICÁCIA:

  • O pilar que pode ser considerado como o mais importante, pois possui o poder de alavancar e melhorar a autoestima. 
  • É o quanto confiamos em nós mesmos, o quanto temos o senso de capacidade, de competência. Se você não acredita em você mesmo, provavelmente você acaba caindo em um círculo vicioso de ter desafios pessoais pobres, ou até mesmo evitar desafios e evitar enfrentar problemas ou mesmo desistir diante dos primeiros obstáculos… 
  • Tudo isso reforça mais ainda a sua baixa autoeficácia, ou seja, você entra em um ciclo muito negativo e isso compromete a definição de objetivos, compromete a execução de uma meta e aí você não tem resultados, e sem resultados você não melhora o seu senso de competência!
  • Para nós enquanto adultos é muito importante nos sentirmos úteis e capazes, porque no nosso desenvolvimento uma das coisas muito importantes a serem vencidas é a nossa autonomia. Então, quando não temos isso bem definido, afeta muito a nossa autoestima. 
  • Para aumentar a autoeficácia é importante RESULTADOS. Desenvolver a autonomia. 
  • Como podemos melhorar a nossa autoeficácia? O primeiro elemento é eliminar o “eu não consigo”, troque pela ideia do “eu não consegui”, ou seja, você vai tentar, pode ser que você não consiga, mas não desista antes da luta.
  • Saia do perfeccionismo. Tente ir tentando aos poucos. É muito importante comunicar, se expor! 
  • Por fim, desenvolva o senso real do que é possível. Pergunte-se  “Tenho minimamente capacidade para realizar isso?” Seja realista nas metas. Metas inalcançáveis aumentam a sensação de ser incapaz. Às vezes colocamos em nossas expectativas uma meta um pouco irrealista, e aí aumentamos a nossa sensação de ineficácia, ou seja, quase que planejamos para nos sabotarmos, por isso é importante reavaliar e analisar se nesse momento temos essas competências e os recursos para esse aspecto. (Se você quer saber como planejar uma meta da maneira correta, acesse nossa postagem sobre o método SMART aqui no blog!
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IMPORTANTE: Caso esteja sofrendo muito com a baixa autoestima, saiba que um tratamento individualizado e humanizado pode te ajudar muito nesse processo. Com o tratamento adequado, é possível reverter essa situação, podendo resgatar uma vida com uma ótima autoestima, te proporcionando uma nova história – seja no aspecto profissional ou nas relações pessoais. 

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Psicóloga Fran Viana

Psicóloga e empresária, com pós-graduação em neurociência. Com o propósito de levar uma psicologia de qualidade embasada cientificamente, ela fundou a Seconsult. Impacta a vida de milhares de pessoas no brasil e no mundo, liderando um time formado por dezenas de psicólgos.

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